O BEBÊ NASCEU – COMO PERDER BARRIGA RÁPIDO?


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Ao receber o resultado do teste de gravidez, confesso que me senti estranha com a ideia de que tinha uma criaturinha se desenvolvendo dentro de mim.

Passado o impacto da nova situação, a barriga começou a crescer, e cresceu mais do que eu esperava pro meu tamanho. Sou bem baixinha.

Cheguei a pensar que pudesse estar carregando dois lá dentro, o que, num primeiro momento, até me pareceu divertido. Claro que eu ainda não tinha a menor ideia de como um bebê exige atenção.

Depois que ele nasceu, já passado o susto da UTI neonatal (porque nasceu de oito meses), fiquei muito aliviada por ser apenas um.

Logo após o nascimento, a sensação era de que tudo dentro de mim estava solto, órgãos fora do lugar e tudo bagunçado. Eu batia de leve na barriga e ela balançava fofa e mole. Me deu medo. Pensava se teria minha antiga barriga durinha de volta.

Será que se eu usasse uma calcinha pós-parto ou uma cinta para barriga, ajudaria a me recuperar mais rápido da cesária?

CINTA PÓS-PARTO

cinta-1Na dúvida resolvi comprar a cinta pós-parto, que era uma cinta modelo espartilho que ia até quase os seios, e que fechava com colchetes em baixo e na lateral.

A diferença era visível. Na hora comprimiu meu abdômen, me deu certo conforto mesmo apertando um pouco. Mas, por outro lado, em pleno verão de janeiro ela esquentava muito. O pesadelo maior era na hora do xixi e do banho, suava pra tirar e depois pôr de volta.

Não sei se a cinta pós-parto realmente ajudou meus órgãos internos a voltarem à posição correta mais rápido, mas sem dúvida melhorou minha postura. Eu andava curvada sempre pensando nos pontos, e com ela não tinha mais medo de tossir, de rir, ou levantar do sofá e da cama.

Mesmo assim, não consegui usar por muito tempo. Acabei cedendo pelo calor intenso, típico dos dias e noites do mês de janeiro no litoral de São Paulo.

Meu segundo filho nasceu faltando apenas duas semanas pra completar nove meses, e também ficou na UTI por sete dias pois, assim como irmão, também sofria da Síndrome da Dificuldade Respiratória.

Levei a cinta comigo para utilizar imediatamente após o parto, mas após as primeiras idas e vindas ao banheiro, além do suor que ela provocava, lembrei do que já tinha passado após o primeiro parto e desisti definitivamente.

Dessa vez minha barriga ficou mais flácida e a recuperação pós-parto mais demorada.

Minha cabeça se encheu de dúvidas:

Será que foi porque não usei cinta pós-parto?
Será que a cinta pra barriga faz tanta diferença assim?

EXERCÍCIOS ABDOMINAIS

abdominal_2Precisei de muita paciência e pesquisa pra saber o porquê do meu corpo não estar se recuperando na mesma velocidade que se recuperou depois do parto do meu primeiro filho.

Minha ginecologista me explicou que: “Normalmente, a barriga do segundo filho fica um pouco mais flácida devido ao músculo que já foi distendido na gestação do primeiro filho”. Fiquei realmente muito preocupada com essa noticia.

Eu estava com sérias dificuldades para conseguir de volta um corpo, pelo menos parecido com o que tinha antes. É, a gente vai ficando menos exigente quando percebe que não dá pra ser como era antes, então tenta chegar pelo menos próximo daquilo.

Exercícios abdominais para perder a barriga, surgiram nas pesquisas que eu fazia na internet parecendo uma boa opção para acelerar a recuperação da minha antiga forma.

A barriga era meu maior pesadelo, e por isso insistia fazendo muitas abdominais variando sempre os exercícios. Mas continuava com uma “pochete” me atormentando.

Passear com a família eram dois tormentos: o primeiro era encontrar uma roupa que servisse ou que disfarçasse a gordura sobrando, e o outro era torcer para não encontrar conhecidos. Já chegaram a me perguntar se eu estava grávida novamente.

Evitava olhar no espelho, apenas cuidava do meu filho, mas na hora do banho não tinha saída. Tudo continuava lá exatamente como eu temia, e “contra fatos não há argumentos”. Então, eu tinha que fazer alguma coisa e descobrir como perder barriga rápido.

Resolvi aprofundar minha pesquisa e encontrei algo que me chamou a atenção, ao mesmo tempo que me preocupou.

Achei um site explicando que, em geral, os exercícios disponibilizados na internet não levam em consideração as mudanças que o corpo sofre durante os nove meses de gestação, e tratam todos pela média, mães ou não, da mesma forma.

É necessário respeitar essas mudanças sofridas com a gravidez e isso era novo pra mim. Realmente nunca achei um exercício ou personal que tratasse diretamente esse ponto.

Fazer abdominais ou qualquer outro tipo de exercício depois de uma gestação, não pode ser da mesma forma que faria uma pessoa querendo somente perder peso.

E o que me preocupou foi que nós mulheres podemos sofrer de diástase abdominal após a gestação, sem sequer saber disso. O mais preocupante é que abdominais agravam a situação de quem tem diástase.

SERÁ QUE EU SOFRIA DE DIÁSTASE?

diastase-2Era a primeira vez que ouvia falar em diástase, e aí fiquei pensando: Por onde andei que nunca ouvi falar disso?

Afinal, o que é diástase?

Diástase é o afastamento dos músculos retos do abdômen. Estes músculos são aqueles que aparecem como os “gominhos” do abdômen “malhado”.

Durante a gravidez, as fibras musculares do feixe de músculos que sustentam o abdômen se estiram. Esse afastamento forma um pequeno vão centrar, separando os dois lados da musculatura, ou seja, a gravidez acaba “empurrando” os músculos abdominais pros lados, abrindo um vão no meio da barriga.

E tem sintomas?

Os sintomas variam de mulher pra mulher, mas alguns deles são: dores lombares, incontinência urinária e impossibilidade de fazer movimentos corretamente.

Aqui vale um alerta: exercícios abdominais comuns de academia e exercícios que forçam a barriga pra frente pioram a diástase. Quem não sofre de diástase pode fazer exercícios sem medo.

Veja este meu vídeo sobre isso.

 

Isso caiu como uma bomba sobre mim, porque era exatamente o que eu estava fazendo: “exercícios abdominais comuns, que forçam a barriga pra frente e pioram a diástase”.

Fiquei aflita pra saber o quanto eu tinha comprometido a minha recuperação, e descobri que eu sozinha tinha como fazer um teste simples, rápido e descomplicado.

Então fui fazer o teste (veja como fazer o teste aqui). Pra você ter uma ideia de como isso afeta a nós mulheres, esse teste já teve mais de 415.017 visualizações.

Deitei no chão, segui a orientação e percebi uma distância de 4 dedos separando os dois lados dos músculos na minha barriga.

Aí entendi o que li no site que falava sobre as mudanças que a mulher sofre durante a gestação, e a importância de se levar isso em conta na hora dos exercícios. Lamentei por não saber disso bem antes.

Minha pesquisa passou a focar em “diastase abdominal como tratar”. Eu precisava me livrar dela e seguir em frente.

Eu não queria ficar com uma abertura dos músculos da barriga, mesmo porque passei a sentir dores nas costas por qualquer coisa. Só que agora eu já sabia o porquê, e só precisava saber como resolver de forma definitiva.

Queria saber tudo sobre isso e fui buscar mais no site, que descobri ser de uma personal trainer que na segunda gestação sofreu de diástase e também teve dificuldades em se recuperar.

Me identifiquei na hora com ela, e me senti privilegiada porque ela já havia passado pelo que eu estava passando. Ela conhecia a minha dor e sabia exatamente o caminho que eu precisava trilhar pra resolver a minha situação.

Me empenhei, e com determinação resolvi definitivamente a diástase, mesmo com meu filho mais novo já tendo passado dos dez anos de idade. Tenho certeza que se eu tivesse descoberto o trabalho dela a mais tempo, teria poupado muitas das minhas dores emocionais e recuperado minha autoestima muito mais rápido.

Conto a minha história porque quero que você entenda a importância disso.

Eu sei que existem muitas mães que, como eu, foram penalizadas pela falta de informação correta sobre isso, então quero que minha história seja um atalho para evitar que façam como eu fiz quando agravava minha condição, fazendo todo tipo de exercícios genéricos que não preservavam partes do meu corpo que mais sofreram durante a gestação.

Como mulher nunca me conformei com a situação de que só porque nos tornamos mães, temos que aceitar resignadas a celulite, as sobras no quadril e na barriga também.

E você, já descobriu se também teve diástase?

veja como fazer o teste aqui

comosabersetenhodiastase

Espero ter ajudado você.

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