COMER A PLACENTA – SERÁ QUE ISSO É SAUDÁVEL?


comer a placenta

Uma polêmica muito recente sobre comer a placenta após o parto surgiu quando a notícia de que a apresentadora Bela Gil, logo após dar à luz de parto natural em maio de 2016, comeu a própria placenta misturada em uma vitamina de banana.

O QUE É A PLACENTA?

A placenta é o primeiro órgão que se forma, mesmo antes de qualquer um dos órgãos do seu bebê, logo depois da concepção.

A placenta cresce durante a gravidez e é também o único órgão que o corpo cria e depois se livra.

Ela desempenha um papel importante na gravidez: conecta a mãe e o bebê no útero e fornece oxigênio, nutrientes e hormônios para ele.

Depois de dar à luz, se o parto for normal, mais contrações expulsarão a placenta. Se for cesariana, o médico removerá a placenta do útero.

No momento do parto, a placenta pesa cerca de 1 quilo, com uma aparência redonda e plana.

O QUE É PLACENTOFAGIA?

Placentofagia é o termo usado para descrever o ato, comum entre os mamíferos, de comer a placenta após o nascimento.

Muito se fala sobre as vantagens da placentofagia para a recuperação da mulher no pós-parto, e os que apoiam dizem que comer a placenta pode aumentar a energia e quantidade de leite materno. Também dizem que pode nivelar os hormônios, diminuindo as chances de depressão pós-parto e insônia.

Essas alegações não foram totalmente testadas. Portanto, não há nenhuma prova de que comer a placenta realmente resulte nessas coisas.

Uma das maneiras de consumir a placenta é seca, em pó, e selado em cápsulas. A ingestão de uma pílula com a placenta seca pode ser mais fácil se a mãe for sensível sobre ver, tocar ou provar o tecido “em bruto” em si.

Muitas vezes uma parteira pode preparar as pílulas para a mãe. Mas uma das coisas que não se sabe é se ao aquecê-la durante o processo para consumo, compromete qualquer um desses benefícios.

Para as pessoas demasiadamente sensíveis para comê-la, existe a possibilidade de secar e encapsular a placenta. Existem empresas nos EUA que cobram cerca de US$250,00 para o serviço.

A placenta seca (desidratada) é usada na medicina tradicional chinesa e é pensada para ser um restaurador, mas a prática de placentofagia ainda é uma tendência muito recente na cultura ocidental, e não sem muita controvérsia.

Além disso, não há muitas evidências para dizer se a prática beneficia realmente. A maioria das mulheres que experimentam dizem sentir-se bem ou melhor depois de comer a placenta, mas isso pode ser apenas um efeito placebo.

COMER A PLACENTA É ESCOLHA DA MÃE

Ainda não existe um estudo duplo-cego controlado por placebo na placentofagia humana.

O Royal College of Midwives (RCM), que é um organização britânica fundada em 1881 como uma organização profissional para parteiras e aqueles que os apoiam, diz que não há evidência suficiente para a organização “apoiar ou não apoiar” placentofagia por falta de investigação suficiente sobre os benefícios para a saúde.

Mas esta mesma organização, através de seu porta-voz,defende que “…se uma mãe quiser manter sua placenta, é sua escolha e ela deve ser facilitada”.

Fica aqui um bom assunto para discussão.

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